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31 de jul. de 2010

Visita a apartamentos

A escolha do lar doce lar não é uma tarefa fácil. Em fevereiro começamos a procurar apê. Perdi as contas de quantos sites olhei e pra quantas imobiliárias liguei. Chegou um momento que uma imobiliária retornava a ligação e eu não sabia mais a qual imóvel se referia. Comecei, então, a anotar os dados em um caderno.
São tantos fatores que pesam: localização, preço (esse um dos principais pra nós), preço do condomínio (também mto importante já que se somaria à parcela do financiamento), se financia ou não (no caso precisávamos que financiassem). Outros detalhes como: número de quartos (queríamos 2, mas se encontrássemos um apê com 1 dormitório em um bom local toparíamos), em qual andar ficava etc etc
Fomos visitar alguns e sempre tinha algum ponto desfavorável. Vi que aparência é tudo: se vc entra em um apê ocupado e tá mto bagunçado vc acaba não conseguindo imaginar como seria sem aquela bagunça. Fomos a um que até o corretor reclamava do cheiro do apartamento... rsrsrs
Outro dia íamos visitar um apê, dois dormitórios, preço bom e simplesmente ótima localização (uns 3 minutos a pé do metrô), mas como diz o ditado: quando a esmola é demais o santo desconfia. Era sábado de manhã e o corretor ligou dizendo que não poderia ir pq estava com dor de dente. Como estávamos com o endereço, resolvemos passar em frente (dica: google maps ajuda muito hehe). Passamos em frente e achamos a fachada legal (achamos que as pessoas pensam que somos assaltantes qdo ficamos passando em frente dos prédios e analisando rsrsrs). Estávamos já voltando, quando ouvimos uma senhora na calçada conversando com dois senhores sobre enchente. Nessas horas não dá pra ter vergonha. Paramos e perguntamos se naquela rua enchia de água, e não é que enchia. E não era um local baixo. A senhora nos disse que era o primeiro ano que ali tinha enchente. Ufa... nos livramos dessa: já imaginou se não descobríssemos?!?!
Pois é, tem que pesquisar muuuuuuuuito, não ter vergonha de perguntar aos vizinhos, porque o corretor, claro, vai sempre elogiar.

Grande abraço

27 de jul. de 2010

Noiva dançando "Soy una taza"

Para viver um grande amor - Ailton Amélio e Monica Martinez


Para viver um grande amor - Ailton Amélio e Monica Martinez


Estou lendo um livro muito legal, Para viver um grande amor, mas não é o do Vinícius de Moraes, é do Aiton Amélio e da Monica Martinez. No google books é possível ler várias partes dele, mas justamente o capítulo 3 não dá. E gostaria de comentá-lo aqui:

O capítulo se entitula: Na saúde e na doença: O que faz uma união dar certo. Nele os autores comentam quatro possíveis fatores responsáveis pela manutenção de um bom casamento: escolha acertada do parceiro, satisfação obtida no relacionamento, controle de alternativas e investimento na relação.

Do primeiro tópico gostaria de citar: "Casamento é uma aposta alta. É como comprar um carro, mas muito mais importante. Se o modelo contiver avarias sérias, quem o adquiriu passará o resto da vida tentando consertá-lo ou terá de se desfazer dele (...)"

Do terceiro ponto recortei: "sabe a velha piada: 'Não foi com esta mulher (ou homem) com quem me casei?', pois é. O segredo para manter o casamento é que a pessoa precisa sempre ser alguém com quem o parceiro se casaria de novo". Não podemos nos acomodar com a relação, devemos cuidar dela e isso significa cuidar de nós também.

Beijinhos e até a próxima.

21 de jul. de 2010

Curso de decoração Casa Claudia 2010 - é grátis

Vai a dica:

http://app.casa.abril.com.br/curso-decoracao/

Sex and the city e ansiedade...


Descobri a série Sex and the city faz pouco tempo. Eu sei que estou muuuuuuuuuuuito atrasada, mas nunca tinha visto e estou simplesmente amando. Vi a primeira temporada inteira e comecei a segunda ontem.

Um episódio da primeira me chamou a atenção: Carrie briga com Mr. Big (seu namorado) e para “manter a calma” começa a pintar as paredes do apartamento. Isso mesmo: ocupa-se com a pintura. Ao preencher o tempo, afasta os pensamentos que lhe corroem. Pois é, nada como um bom trabalho braçal para parar de pensar besteira... hehehe Como diz o ditado: “cabeça vazia, oficina do diabo”.

Já li em algum lugar que ao organizarmos nossas coisas também organizamos nossos sentimentos, por isso tenho o hábito de pegar alguns dias das minhas férias para organizar minhas coisas. E dá-lhe jogar papel fora, sempre são mtos. A gente vai acumulando, acumulando...

Agora a meta é: quando a ansiedade estiver me matando, vou fazer uma boa faxina rsrs ou organizar os armários.

18 de jul. de 2010

Video para os apaixonados

Adoro esse video:





PS: Ed, nossos gatinhos ainda vão morar juntos :)

16 de jul. de 2010

Tênis x Frescobol - texto de Rubem Alves sobre o casamento (Vale a pena!)

Este texto de Rubem Alves é muito interessante. Espero que gostem!

Tênis x Frescobol


Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os casamentos são de dois tipos: há os casamentos do tipo tênis e há os casamentos do tipo frescobol. Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal. Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa.

Explico-me. Para começar, uma afirmação de Nietzsche, com a qual concordo inteiramente. Dizia ele: ‘Ao pensar sobre a possibilidade do casamento cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: ‘Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até a sua velhice?\' Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar.’

Xerazade sabia disso. Sabia que os casamentos baseados nos prazeres da cama são sempre decapitados pela manhã, terminam em separação, pois os prazeres do sexo se esgotam rapidamente, terminam na morte, como no filme O império dos sentidos. Por isso, quando o sexo já estava morto na cama, e o amor não mais se podia dizer através dele, ela o ressuscitava pela magia da palavra: começava uma longa conversa, conversa sem fim, que deveria durar mil e uma noites. O sultão se calava e escutava as suas palavras como se fossem música. A música dos sons ou da palavra - é a sexualidade sob a forma da eternidade: é o amor que ressuscita sempre, depois de morrer. Há os carinhos que se fazem com o corpo e há os carinhos que se fazem com as palavras. E contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes, fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo: ‘Eu te amo, eu te amo...’ Barthes advertia: ‘Passada a primeira confissão, ‘eu te amo\' não quer dizer mais nada.’ É na conversa que o nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética. Recordo a sabedoria de Adélia Prado: ‘Erótica é a alma.’

O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir a sua cortada - palavra muito sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.

O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra - pois o que se deseja é que ninguém erre. O erro de um, no frescobol, é como ejaculação precoce: um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo é aquele ir e vir, ir e vir, ir e vir... E o que errou pede desculpas; e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos...

A bola: são as nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras. Conversar é ficar batendo sonho pra lá, sonho pra cá...

Mas há casais que jogam com os sonhos como se jogassem tênis. Ficam à espera do momento certo para a cortada. Camus anotava no seu diário pequenos fragmentos para os livros que pretendia escrever. Um deles, que se encontra nos Primeiros cadernos, é sobre este jogo de tênis:
‘Cena: o marido, a mulher, a galeria. O primeiro tem valor e gosta de brilhar. A segunda guarda silêncio, mas, com pequenas frases secas, destrói todos os propósitos do caro esposo. Desta forma marca constantemente a sua superioridade. O outro domina-se, mas sofre uma humilhação e é assim que nasce o ódio. Exemplo: com um sorriso: ‘Não se faça mais estúpido do que é, meu amigo\'. A galeria torce e sorri pouco à vontade. Ele cora, aproxima-se dela, beija-lhe a mão suspirando: ‘Tens razão, minha querida\'. A situação está salva e o ódio vai aumentando.’

Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão... O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde.

Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração. O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres. Bola vai, bola vem - cresce o amor... Ninguém ganha para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim...(O retorno e terno, p. 51.)

http://www.rubemalves.com.br/tenisfrescobol.htm

Como nos conhecemos


Quem me apresentou o Ed foi o Renato, um amigo da época do cursinho. Combinamos de ir ao cinema e o Ed também foi. Se não me engano o filme visto por nós foi Os normais. Ficamos um tempão só conversando pelo msn como amigos.
Tempos depois fomos ao cinema de novo, só nós dois, nada rolou... Na segunda ida ao cinema (com um monte de gente) ficamos só de mãos dadas hehehehe Só na terceira ida ao cine (dessa vez só nós dois) é que nos beijamos pela primeira vez e não nos desgrudamos mais.
No início brigávamos muito, mas aos poucos fomos nos "harmonizando" (como diziam em uma novela das antigas rsrs). Hoje posso afirmar que o Ed é o homem com quem quero construir uma família.
Dia 30 de outubro de 2010 faremos 6 anos de namoro e estamos cada vez mais apaixonados.
A pergunta que não quer calar (meu Deus, como as pessoas me falam disso!!!) é: e o casório? Calma, estamos nos organizando pra isso! E eu estou na verdade ansiosa demais...
Algumas decisões sobre o casório: não faremos festa (a grana não será suficiente) e moraremos em São Paulo, possivelmente pros lados que ele mora.

15 de jul. de 2010

Blogs e casamento

O romantismo não acabou...

Ao procurar na net sobre o tema "casamento" fiquei surpresa ao ver que existem muuuuuuuitos blogs sobre o assunto e as blogueiras são dos mais diferentes estilos.
Um dos primeiros blogs que conheci foi o Casando sem grana. Por que será, né? :) Esse blog possui dicas muito legais. Adorei o post sobre a reforma do apartamento.
Também curti muito o blog da Noivinha Gigi, em seu último post há fotos da cozinha e do quartos arrumados. Não vejo a hora de chegar a essa fase. Deve ser a melhor... Já pensou eu e o Ed arrumando nossa casinha ai, ai...
Bom, vi também uma dica de lembrancinhas de chá de cozinha que achei muito legal.

Enfim, acredito que apesar de modernas, essas noivas conservam o romantismo, querem viver seu dia de princesa, seu conto de fadas...


Imagem retirada de: http://www.myspace.com/camm85

13 de jul. de 2010

Quem são Mafalda e Susanita

O porquê do título

Mafalda e Susanita são personagens do argentino Quino. Se quiserem saber um pouquinho mais, cliquem aqui. São muito diferentes. Resumidamente (bem resumidamente): a Mafalda vive questionando o mundo à sua volta, já a Susanita vive sonhando em se casar e ter seus "hijitos". Por isso, quando estou em uma fase mais crítica me vejo mais como a Mafalda e quando penso no casamento, brinco com minhas amigas, estou mais pra Susanita (aliás, o -ita já virou diminutivo querendo indicar essa condição rsrs).
Até no filme "O segredo dos seus olhos" há uma parte em que um personagem diz: "Y la mina tiene más ganas de casarse que Susanita..."
Mas será que não há um equilíbrio entre essas duas versões femininas? Será que ou só podemos ser Mafaldas ou só Susanitas? Bom, o objetivo do blog não é responder isso. Na verdade o objetivo é falar de um momento mais Susanita e toda a ansiedade do casamento, mas sem deixar o lado Mafalda da vida.

Imagem encontrada em: http://apenas199.blogspot.com/2009_04_01_archive.html

Quer conhecer algumas tirinhas? Clique aqui