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21 de set. de 2010

Por que (quase) todo mundo reclama???



Gentem, se tem uma coisa que tá me intrigando nos últimos tempos é o fato de todo mundo reclamar de casamento. Ai, ai... Quando falo que quero casar, logo tem alguém que começa a dizer problemas de vários níveis... Digo ou tenho vontade de dizer: Puxa, fala alguma coisa boa, eu ainda vou me casar! rsrsrs E o pior é que entre essas pessoas estão até recém-casados (Oh, my God! com voz de Janice para quem assiste Friends).

E às vezes falo pro meu love: seremos diferentes? Eu quero ter um casamento feliz. Qual será o segredo? O que vocês acham?





Fiz uma busca rápida na net e encontrei os "10 Mandamentos para um casamento feliz":

1. manter o diálogo
2. desenvolver alguma atividade junto com o companheiro (a)
3. aprender a rir dos próprios defeitos e dos defeitos do outro
4. manter rituais familiares
5. preservar os momentos de intimidade
6. ter um espaço individual
7. ter um espaço de acordo mútuo
8. cultivar o riso na família
9. manter a cumplicidade no olhar
10. ter planos para a vida do casal

Fontes: http://mulher.terra.com.br/interna/0,,OI1075672-EI4788,00.html
http://mulher.terra.com.br/interna/0,,OI1075672-EI4788,00.html

25 de ago. de 2010

Casar faz bem! Matéria da Revista VEJA




Saiu na Veja dessa semana uma matéria que nos interessa muito rsrs: Casar faz bem. Se quiserem ler vejam o blog: http://www.casamentoenoivado.com.br/casar-faz-bem-materia-da-revista-veja/


Alguns trechos de que mais gostei:

"o casamento conserva sua força e modernidade. Mais do que em qualquer outro momento de sua história, ele é uma instituição dinâmica e vigorosa - porque hoje, no mundo civilizado, ninguém é mais obrigado a se casar nem, muito menos, a viver um casamento infeliz até os seus últimos dias" - e tem quem diga que que é uma instituição falida...
Segundo estatísticas "metade dos casais americanos que se unem antes dos 25 anos acaba se divorciando" - Ainda bem que já passei dos 30 kkkk

"A vida conjugal pode ser protegida, ainda, por atitudes simples como a franqueza entre os parceiros sobre as respectivas finanças pessoais e o equilíbrio na divisão de tarefas do lar (quando o homem ajuda, até a vida na alcova melhora - pois a mulher tem mais disposição para se sentir sexy)" - recadinho dado ;)

Cuidado, meninas: Elizabeth Gilbert, autora de Comer, rezar, amar (acho que vou comprar pra ler), diz: "É um horror constatar que muitas mulheres de 20 e poucos anos se casam apenas pelo desejo de viver uma bela cerimônia. Só têm cabeça para o vestido, o banquete, a daminha que vai entrar na igreja com alianças. Querem só ter um dia de princesa, enfim". - Indico o texto do Rubem Alves "Tênis x frescobol" que postei aqui para pensar sobre o tema.

bom, vou parar porque o post tá ficando grande. Espero que gostem...

16 de jul. de 2010

Tênis x Frescobol - texto de Rubem Alves sobre o casamento (Vale a pena!)

Este texto de Rubem Alves é muito interessante. Espero que gostem!

Tênis x Frescobol


Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os casamentos são de dois tipos: há os casamentos do tipo tênis e há os casamentos do tipo frescobol. Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal. Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa.

Explico-me. Para começar, uma afirmação de Nietzsche, com a qual concordo inteiramente. Dizia ele: ‘Ao pensar sobre a possibilidade do casamento cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: ‘Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até a sua velhice?\' Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar.’

Xerazade sabia disso. Sabia que os casamentos baseados nos prazeres da cama são sempre decapitados pela manhã, terminam em separação, pois os prazeres do sexo se esgotam rapidamente, terminam na morte, como no filme O império dos sentidos. Por isso, quando o sexo já estava morto na cama, e o amor não mais se podia dizer através dele, ela o ressuscitava pela magia da palavra: começava uma longa conversa, conversa sem fim, que deveria durar mil e uma noites. O sultão se calava e escutava as suas palavras como se fossem música. A música dos sons ou da palavra - é a sexualidade sob a forma da eternidade: é o amor que ressuscita sempre, depois de morrer. Há os carinhos que se fazem com o corpo e há os carinhos que se fazem com as palavras. E contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes, fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo: ‘Eu te amo, eu te amo...’ Barthes advertia: ‘Passada a primeira confissão, ‘eu te amo\' não quer dizer mais nada.’ É na conversa que o nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética. Recordo a sabedoria de Adélia Prado: ‘Erótica é a alma.’

O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir a sua cortada - palavra muito sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.

O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra - pois o que se deseja é que ninguém erre. O erro de um, no frescobol, é como ejaculação precoce: um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo é aquele ir e vir, ir e vir, ir e vir... E o que errou pede desculpas; e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos...

A bola: são as nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras. Conversar é ficar batendo sonho pra lá, sonho pra cá...

Mas há casais que jogam com os sonhos como se jogassem tênis. Ficam à espera do momento certo para a cortada. Camus anotava no seu diário pequenos fragmentos para os livros que pretendia escrever. Um deles, que se encontra nos Primeiros cadernos, é sobre este jogo de tênis:
‘Cena: o marido, a mulher, a galeria. O primeiro tem valor e gosta de brilhar. A segunda guarda silêncio, mas, com pequenas frases secas, destrói todos os propósitos do caro esposo. Desta forma marca constantemente a sua superioridade. O outro domina-se, mas sofre uma humilhação e é assim que nasce o ódio. Exemplo: com um sorriso: ‘Não se faça mais estúpido do que é, meu amigo\'. A galeria torce e sorri pouco à vontade. Ele cora, aproxima-se dela, beija-lhe a mão suspirando: ‘Tens razão, minha querida\'. A situação está salva e o ódio vai aumentando.’

Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão... O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde.

Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração. O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres. Bola vai, bola vem - cresce o amor... Ninguém ganha para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim...(O retorno e terno, p. 51.)

http://www.rubemalves.com.br/tenisfrescobol.htm